Antigamente, o acesso a esta fajã era feito através de carreiros de difícil acesso, sendo que na década de setenta do século passado foi aberta uma estrada. Presentemente, esse percurso ainda é de terra batida, mas que se encontra bem conservado. Esta estrada serve três fajãs, a fajã das Pontas, fajã da Penedia e fajã do Mero. No passado existiu um carreiro rente ao mar que fazia ligação entre a fajã das Pontas e da Penedia, não havendo necessidade de subir e voltar a descer o atual caminho.

    O abastecimento de água no passado era feito a partir de um poço de maré e por cisternas. Em 1972 foram construídos dois chafarizes abastecidos por uma fonte. A fajã não é fornecida por eletricidade, assim grande parte dos seus frequentadores possuem geradores para seu uso.

    Aos serões as pessoas chegavam a ir da fajã das Pontas e Penedia para a fajã do Mero jogar às cartas e bailar. Por norma na noite do dia 2 de fevereiro as crianças e adultos não saiam de casa, porque era o dia dos Diabretes ou Carianos, onde monstros saiam do mar e vinham fazer mal às pessoas.

    Nesta fajã saiam várias coisas no calhau, como é o exemplo de garrafas de vidro, cordas, bóias em ferro, entre outros. Tudo era aproveitado pela população local, as garrafas para o vinho ou aguardente, as cordas para o trabalho no campo, as bóias eram cerradas a meio e colocavam uma “pega” na parte superior, utilizando-as como panelas para torrar café.

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