Hoje a fajã ainda não é fornecida por luz elétrica, cada casa particular tem um pequeno gerador movido a gasóleo, que lhes ilumina durante a noite. Existe ainda quem não o tenha e se ilumine com petróleo ou uma pequena lanterna rudimentar, alimentada com banha de porco. A água já é encanada para todas as casas.

    O milho era semeado por todos e por fim levado até à moagem do Norte Pequeno, quando esta avariava, iam até à moagem dos Biscoitos, transportando tudo às costas e a pé. Nesta fajã, chegou a existir dois moinhos de água (azenhas), já não existindo vestígios. Produziam também batata, inhames, vinho, entre outros. Alimentavam-se das carnes do porco que já haviam morto na freguesia, antes de realizarem as “mudas” e de lapas e peixe que apanhavam na fajã. Quando algum animal adoecia, pediam à benzedeira da fajã, para benzer o dito animal.

    No Carnaval, juntavam-se em casa dos vizinhos para comer filhoses, beber uma aguardente, conviver. As crianças lançavam farinha uns aos outros e faziam umas pistolas de água com “canudos de cana”. No dia-a-dia os serões eram passados também em casa de vizinhos a jogar às cartas (sueca), chegando a ir até às fajãs vizinhas (Pontas, Penedia e Ribeira D’Areia).