No passado, o acesso a esta fajã era feito através de um carreiro difícil, conhecido como o caminho dos Cumes. Existia também um trilho em escadas, que partia do lado nascente da fajã, passando por uma ribeira e terminando no norte. A partir de 1969 passou a ter uma estrada cravada nas rochas, sendo a atual. No sismo de 1980 este caminho ficou fechado por uma grande derrocada, só reabrindo em 1983. Em 1992 foi alcatroada, mantendo-se até hoje a única via de acesso à fajã dos Cubres e dando acesso ao trilho pedestre até à fajã da Caldeira de Santo Cristo.

    Em tempos a população tinha que se deslocar à fajã vizinha  para ir à missa, aproveitavam e iam à mercearia comprar o que faltava. O padre era costume dizer “quem estiver a uma hora de distância da igreja, é obrigado a vir à missa”. Posteriormente, passou a celebrar-se missa todos os domingos na fajã.

    Antigamente, na lagoa desta fajã, capturava-se camarão, com camaroeiros muito finos, para posteriormente serem usados como isca para a pesca da garoupa. É de realçar que as pessoas da fajã vinham a pé até à Calheta, com um cesto cheio de camarão, entregar à companha de um barco de pesca. Assim, tinham o direito a uma soldada do peixe capturado nesse barco.

    No mês de novembro, toda a população da fajã dedicava-se à apanha sargaço no calhau, para adubarem as terras.

    Existiam as “buracas”, pias de lavar as roupas, que as donas de casa utilizavam. Normalmente, todas as famílias tinham um poço de maré para seu uso e um fio de lenha.

    Esta fajã possui uma lagoa de formato irregular, onde aparecem quatro pequenas ilhotas. Formada por abatimentos de terras das suas falésias, apresenta caraterísticas bastante diferenciadas. Nunca foi aberta ao mar, sendo de água salobra e sujeita à subida e descida das marés. Nas suas margens cresce muito junco, onde se desenvolvem “mujas”, que depois de crescidas se tornam em tainhas.  Aqui habita também uma espécie de camarão transparente. A observação de aves também pode ser feita neste local.

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